: Reflita: 10 Motivos para ser contrário a Taxa de Preservação Ambiental de Bombinhas

Tenho no mínimo 15 anos de relação com Bombinhas. Primeiro como veranista, e agora, como morador. Vivo, intensamente, as maravilhas e os problemas da cidade. Sou sócio da única agência de comunicação do município, que divulga informações de Bombinhas e de toda Costa Esmeralda para o mundo através de plataformas digitais multimídias e disparo para um banco de dados contendo consumidores em potencial da região, além de jornalistas brasileiros e sul-americanos que noticiam e vendem Santa Catarina.

Com nossa sede atual em Bombinhas, acabamos nos inserindo na cobertura diária e política da região, afinal, temos enfoque nas questões turísticas, tanto na produção noticiária, quanto na melhoria da infraestrutura para o trade.

Nessa vez não vou me deter na política, vou explanar a minha opinião sobre a implantação da Taxa de Preservação Ambiental (TPA), aprovada na última semana pela Câmara de Vereadores.

Partimos nessa linha de pensamento: É para ajudar a preservar e investir em projeto ambientais para a cidade! 

Ok, primeiro vejamos o que foi feito até agora pela gestão atual para preservação do meio ambiente:

 1) Grande número de alvarás de construção expedidos (cerca de 1800);
 2) Permissão para particulares cortarem 7 Garapuvus (árvore nativa e simbolo da região) em lote onde será erguido uma edificação;
 3) Campanha para 2º Acesso, com projeto sem estudo de impacto ambiental, sendo que a cidade não possui sequer sistema de saneamento básico. O Calçadão de Bombas também foi embargado por também não ter estudo de impacto,

 4) Não houve nenhum investimento em projetos na Fundação do Meio Ambiente até o momento;

 5) As trilhas ecológicas, uma das atrações turísticas, encontram-se sujas e sem manutenção;

 6) Inércia em relação a fiscalização de obras irregulares (dezenas) e esgotos clandestinos (Operação Língua Negra não passou de uma ação de marketing do governo devido a diversas denúncias). Convido a população solicitar o comprovante de pagamento da multa da Casan, junto com um relatório do que foi feito até o momento com o valor arrecadado, ou quais as ações realizadas pelo executivo para acabar com as dezenas de pontos clandestinos de esgoto que desenbocam no rio e no mar;
7) Não foi apresentado sequer um relatório de atividades e futuras benfeitorias a serem realizadas na instalação do sistema e para a preservação com a arrecadação da TPA;
8) Denúncia da Câmara de Vereadores sobre a atuação do Conselho Municipal e da Fundação do Meio Ambiente em relação a laudos ambientais com favorecimento para interesses particulares e não coletivos (Mas Deivid, como a câmara aprovou sabendo disso? Também não sei!);
9) Estudo da Univali ignorado, encomendado pela própria prefeitura, com argumentos contrários a instalação do sistema, pelo menos nesse primeiro momento, tendo em vista a cidade não ter estrutura para suportar a demanda atual de turistas na temporada. Ou seja, querem preservar a praia e continuar colocando gente onde não se tem estrutura. O estudo salienta a falta de sistema de saneamento básico para receber 100 mil turistas por dia (conforme pesquisa);
10) E por último, nomeou um dono de construtora como Secretário de Plajemanento.

Esses são os primeiros argumentos sobre o objetivo principal da implantação da TPA.

Mais alguns questionamentos das redes sociais:

- Porque foi retirado da lei o insciso que dava isenção aos moradores de Porto Belo?
- E se Porto Belo resolver cobrar pedágio para moradores e turistas de Bombinhas para preservação do único acesso às cidades?
- E como fica a relação dos municípios tendo em vista que Bombinhas depende territoriamente de Porto Belo para ter água e luz?
- O turista que tiver hospedado em pousadas ou imóveis particulares e quiser passear nas cidades vizinhas, vai precisar pagar novamente ao voltar para Bombinhas?
- O vice-prefeito sendo despachante na cidade ganha indiretamente com a implantação do serviço?
Bom, se você ou a prefeitura conseguir me responder as questões acima, posso até mudar de opinião.

Caso contrário, sigo acreditando ser contraditório, nesse momento, cobrarem qualquer tipo de taxa para ingressar em Bombinhas, principalmente aos vizinhos de Porto Belo! Penso que limitar o número de visitantes, como Fernando de Noronha, seja uma ação muito mais efetiva que apenas cobrar uma taxa, que visa faturar R$ 5 milhões por temporada!

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